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Nas entrelinhas, novas formas de olhar o mundo nascem a partir dos acontecimentos.

Era um dia de mergulho em Fernando de Noronha, mas novamente minha caixa tinha entrado água. Nunca foi algo comum de acontecer, mas por algum motivo, por dois dias consecutivos na praia do Porto, aconteceu — e não pude aproveitar o mergulho da maneira como gostaria.

Por alguns instantes pensei no quanto aquele dia poderia simplesmente terminar ali, carregado de frustração.

Foi então que peguei minha mochila e fui fazer algo que amo muito: desbravar lugares e deixar que meu olhar guiasse meus sentires.

Em Fernando de Noronha, qualquer direção que se olha parece um quadro. E ali, naquela praia, algo além da natureza me chamou atenção — o processo manual e o cuidado que um pescador tinha com seu equipamento.

De alguma forma, aquilo conversava silenciosamente com o que havia acontecido comigo minutos antes.

Fiquei ali observando ele, as coisas ao seu redor e o quanto tudo ecoava com aquilo em que acredito: entrega, cuidado, verdade, presença.

Foi nesse instante que percebi que, às vezes, basta mudar o olhar para que o dia também mude de sentido.

No fim, éramos reflexos — cada um, à sua maneira, cuidando do que ama.​

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