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“Los sueños hacen realidad.”

Foi com essa frase que Diego, em meio a uma conversa sobre a vida e próximos voos, me relembrou o quanto temos o poder de criar a nossa realidade. Até porque, de certa forma, eu literalmente cocriei esse encontro.

Essa é mais uma daquelas histórias que fazem a gente ir atrás do que deseja, acreditando que é possível criar a própria realidade a partir do que se pensa e sente. E eu te convido a pegar uma xícara de café.

Conheci a NaMata pelo Instagram, e aquele projeto ficou na minha cabeça por dias. Eu queria — e iria — trabalhar com eles algum dia, mas ainda não sabia como essa conexão aconteceria. Semanas depois, fui cobrir um evento na praia de Ibiraquera. Ao chegar, me deparei com uma van com o mesmo logo do projeto. Olhei algumas vezes para ter certeza. E sim, eram eles.

Ali aconteceu meu primeiro contato — aquele perto meio distante, eu diria.

Foram dois dias de evento, e nesses dois dias pude desfrutar muito fazendo o que amo: fotografar. Observando detalhes, a leveza que a arte traz para os ambientes e a essência dos momentos.

O evento acabou e cada um seguiu seu caminho. Ainda não tinha atingido meu maior objetivo, que era fechar algo com eles. Fiz a minha parte e deixei que a vida também fizesse a dela, o famoso soltar para o Universo. 

Os dias foram passando até que recebo uma mensagem de um número desconhecido pedindo um orçamento. Quando abro a mensagem, aquele sorriso: eram eles me contatando para fazermos um trabalho juntos.

Foram quatro dias incríveis de vivência, reunindo tudo aquilo que acredito como qualidade de vida: comida boa, surf, a beleza da natureza, muita conversa, risadas e histórias para contar — além da parceria que se fortaleceu ainda mais ali.

Para contextualizar, Sol e Alf, os proprietários do projeto, trazem famílias de fora para desbravar e aproveitar um pouquinho da beleza do sul de Santa Catarina. Foi ali que meus olhos brilharam desde a primeira vez que os conheci. Ter contato com outras culturas, histórias, sonhos e línguas sempre despertou algo muito vivo em mim. Até porque somos imensos — é a nossa mente que muitas vezes fecha as portas para o tanto de vida que quer chegar até nós.

E foi justamente em meio a esses encontros e trocas que Diego, em uma conversa simples sobre a vida e os próximos voos, disse algo que nunca mais saiu da minha cabeça:

“Los sueños hacen realidad.”

Desde então, essa frase sempre volta para mim como um lembrete: a vida também se constrói assim — entre desejos, movimentos e escolhas. Porque sim, muito do que vivemos pode ser cocriado. Mas é o movimento que fazemos em direção ao que sentimos que realmente abre caminho para que essas realidades se encontrem.

Porque, no fim, talvez a vida seja exatamente isso: sonhos que encontram realidade quando a gente decide se mover em direção a eles.

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